Compartilhe!

Azul Linhas AéreasO Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), aprovou ontem, por unanimidade e com algumas condições, a aquisição da Trip pela Azul. A fusão entre as companhias aéreas foi anunciada em maio do ano passado, e se deu pela simples troca de ações entre as empresas. Para a aprovação da operação, porém, a nova companhia precisou se comprometer com um Termo de Compromisso de Desempenho (TCD).

Esse compromisso obriga a Trip Azul a ter pelo menos 85% de eficiência nos slots – espaços para pousos e decolagens – no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Essa cláusula é semelhante à imposta pelo órgão antitruste para a aprovação da operação entre Gol e Webjet. “Caso a Trip Azul não utilize os slots, ela terá que devolvê-los à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ou seja, empresa não poderá deixar de oferecer voos em Santos Dumont. Ela terá que operar voos e arcar com custos, mesmo com aviões vazios, se não quiser perder esses slots”, afirmou o conselheiro relator do processo, Ricardo Ruiz

Compartilhamento

O TCD também determina que a Trip encerre seu contrato de compartilhamento de voos com a TAM até o fim de 2014. Essa já era uma recomendação dada pela Superintendência Geral do Cade, em parecer emitido em novembro do ano passado. “Esse acordo gera preocupações concorrenciais, porque graças a ele a Trip não era uma contestadora do duopólio entre TAM e Gol, já que não operava nos aeroportos dominados pelas líderes do mercado”, explicou Ruiz.

A maior parte das rotas operadas pela Trip e a Azul se dá entre aeroportos regionais e suas ligações com os aeroportos centrais (de capitais). Unidas, Trip e Azul terão 16% do mercado brasileiro de aviação, tornando-se o terceiro maior competidor deste mercado, atrás de TAM e Gol que têm cerca de 40% cada uma.

Fonte: Diário do Nordeste

Compartilhe!