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(Foto: Deivyson Teixeira)

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Os medicamentos ficarão até 6,31% mais caros, de acordo com o teto da inflação no acumulado de 12 meses – de fevereiro a março -, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O aumento foi autorizado pelo Governo Federal, por meio do Conselho de Ministros da Câmara de Regulação de Medicamentos (Cmed), e publicado no Diário Oficial da União (Dou) de ontem.

A expectativa é que, até dia 30 de março, a Cmed oficialize os percentuais de reajuste, mas levam alguns dias para chegar ao consumidor final. O setor estima que serão autorizadas as altas de 6,31% para a categoria com maior concorrência; 4,51% para a intermediária e 2,70% para a com quase nenhuma concorrência. Se todos os produtos forem reajustados segundo o teto permitido, o reajuste médio seria de 4,59%.

Representantes da indústria afirmam que o reajuste máximo não vem sendo aplicado em função do alto grau de concorrência. Conforme o diretor-tesoureiro do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado do Ceará (Sincofarma-CE), Maurício Filizola, em alguns casos, o reajuste pode ser coberto pelos descontos que são oferecidos no decorrer da cadeia produtiva dos medicamentos. Ele afirma que, no máximo em quinze dias depois da oficialização, o consumidor final irá começar a sentir os novos preços.

O diretor, que também é farmacêutico, explica que a indústria é quem tem mais margem para equilibrar os preços, pois pode compensar retirando os descontos que repassa aos distribuidores, seguindo em cadeia ao varejo e ao consumidor final. Para ele, já no início deste ano, foi sentido pelo setor a redução nos descontos. “O aumento dos preços dos medicamentos não é o suficiente para cobrir os custos. Mas a alta não é definida por nós, apenas repassamos uma tabela que já vem pronta”.

Estoque

Apesar das estimativas, Filizola explica que somente quando a nova tabela chegar, for operacionalizada e o mercado começar a se movimentar é que os valores serão acomodados e as altas percebidas na prática. O diretor orienta o consumidor a se abastecer até o final do mês de março com medicamentos. “Verificando o armazenamento adequado, a utilização correta, olhando as validades e também seguindo as orientações dos profissionais da área de saúde”.

O aumento nos preços de medicamentos acontece uma vez por ano e é tabelado, informa o diretor-tesoureiro do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado do Ceará (Sincofarma-CE), Maurício Filizola.

A Cmed é responsável pela negociação com o Governo Federal dos novos preços. Filizoa informa que a Câmara é composta por representantes do Ministério da Fazenda, indústria farmacêutica, Ministério da Saúde, Casa Civil e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Chegando a nova tabela de preços, tem que operacionalizar, por isso só é sentido cerca de quinze dias depois de quando começa a valer”, destaca o diretor.

Entenda a Notícia

O preço dos medicamentos é tabelado e passa por reajuste anual. A alta de até 6,31% é referente à inflação dos últimos 12 meses. O reajuste vale a partir de 30 de março, levando cerca de 15 dias para chegar ao consumidor final

Fonte: O Povo

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