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Ciência

A ciência encanta, faz sonhar, faz pensar. Cura a febre amarela e destrói Hiroshima. Laboratórios, pilhas intermináveis de livros, ideias. Discurso imperioso em dizer “foi provado cientificamente”. Mas, afinal o que é ciência? Na verdade, trata-se tão somente de conhecer alguma coisa e submetê-la a um método.

Na idade moderna, a ciência ganhou um culto especial: Seria a responsável por salvar o homem do obscurantismo, dominar a natureza, curar doenças, inventar coisas úteis, tudo o que, enfim, levaria ao progresso. Porém, hoje na pós-modernidade, o conceito de progresso perde seu sentido.

Fleming descobriu a penicilina, mãe maior dos antibióticos que salvou muitas vidas, barrou as mortes causadas por bactérias, mais tarde controlou gastrite e até o envelhecimento! E depois? Ora, a bactéria se adaptou. Ela também é um ser vivo e está no processo de evolução. Mais tarde, outro antibiótico mais desenvolvido, seguido de outra bactéria que o superou e assim por diante. Hoje temos as temidas “superbactérias”.

Nós aprendemos a explorar a natureza para nos servir dela. Destruímos vidas que concorrem pela sobrevivência dentro do planeta, em todos os reinos: fungos, plantas, animais, micro-organismos uno e pluricelulares. E agora, a Terra como um organismo vivo, passa a combater esse tumor que cresceu dentro de si, porque ela também precisa sobreviver.

A ciência, falível e em constante superação, nos abriu margem para diversas descobertas, fruto de diversos experimentos, que muitas vezes esbarram na questão ética. A verdade é que, para chegarmos onde chegamos, muitos absurdos aconteceram: A medicina, o Direito, a Economia, a Psicologia, entre outros, não utilizaram ratos para descobrir diversas coisas.

Vamos nos aventurar um pouco a entender as partes obscuras da ciência. Como o vocábulo Ciência, em sentido amplo, abrange várias áreas do conhecimento, passaremos a nos debruçar paulatinamente sobre experimentos estranhos em vários artigos, para filosofarmos então, o que o homem quer e até onde ele pretende chegar.

Por isso, vamos voltar um pouco no tempo. Vamos até a Guerra Fria espiar o que os soviéticos faziam em seus laboratórios, em sua corrida contra os EUA para dominar o progresso. O experimento a ser abordado adiante se encontra no campo da medicina, mais propriamente na área dos transplantes, e causa asco para muitos.

  • O Cachorro de Duas Cabeças

Cachorro de Duas CabeçasEm 1954, o cirurgião soviético Vladimir Demikhov chocou o mundo revelando uma monstruosidade criada cirurgicamente: um cachorro com duas cabeças. A criatura foi desenvolvida no Instituto de Cirurgia de Moscou, quando o médico enxertou cabeça, ombros e pernas frontais de um filhote no pescoço de um pastor alemão adulto.

Repórteres de todo o mundo foram chamados para testemunhar a quimera de Demikhov. A cabeça mais jovem recebia os nutrientes do sistema circulatório do adulto, mas sentia sede, pois a boca ficava seca. Todos presenciaram as duas cabeças lambendo uma tigela de leite.

Alguns fatos curiosos foram observados: as cabeças compartilhavam experiências sensoriais, ambas ficavam com fome ao mesmo tempo; quando estava quente, as duas ofegavam; se uma bocejava, a outra também. As emoções, entretanto, não eram idênticas: O cão mais velho se incomodou em ter uma cabeça presa ao seu pescoço e chacoalhava e as vezes mordia.

O Cérbero viveu por cerca de sete dias. Mas dentro de quinze anos, Demikhov criou mais 17 criaturas do mesmo tipo, onde a mais vivaz durou um mês. O curto período de vida foi explicado pelo médico, arguindo pouca técnica para o transplante, na verdade Demikhov ignorou o processo de rejeição de tecidos.

Demikhov na verdade, queria aprender a transplantar um coração humano e essa parece não ter sido a única experiência envolvendo pedaços de animais. A questão de transplante de coração foi inaugurada, no entanto por Christiaan Barnard, da Universidade da  do Cabo, na África do Sul, em 1967. Demikhov, entretanto é famoso por abrir os caminhos, cabeças e outras coisas.

Acompanhemos um vídeo sobre a experiência, feito pelo próprio Instituto de Cirurgia de Moscou, na antiga União Soviética:

[youtube DDJFUNjfWbE]

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